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Pacto para a Proteção Civil, que será aprovado na quarta-feira em Conselho de Ministros, prevê igualmente a criação de um novo Comando de Defesa Civil para garantir a coordenação em caso de catástrofe.
A Alemanha vai investir 10.000 milhões de euros na proteção civil até 2029, face às ameaças híbridas de segurança, à guerra na Ucrânia e aos riscos colocados pela Rússia, anunciou esta segunda-feira o Governo.
O Pacto para a Proteção Civil, que será aprovado na quarta-feira em Conselho de Ministros, prevê igualmente a criação de um novo Comando de Defesa Civil para garantir a coordenação em caso de catástrofe.
"A atual situação de ameaça não exige apenas equipar as forças armadas, mas também reforçar a defesa civil e a proteção civil", justificou o ministro do Interior, Alexander Dobrindt, citado pela agência de notícias espanhola EFE.
Dobrindt disse que o investimento visa garantir que o equipamento necessário esteja disponível, que a formação seja possível e que o país seja mais resiliente.
Trata-se de "apoiar, dotar, equipar e formar melhor" todos aqueles que, frequentemente de forma voluntária, desempenham tarefas no âmbito da proteção civil, explicou, durante uma conferência de imprensa.
O ministro da Defesa, Boris Pistorius, considerou as medidas como "duas faces da mesma moeda", após um encontro com os homólogos da Áustria, Suíça e Luxemburgo.
Pistorius afirmou que não se pode falar de capacidade de defesa e investir nesta área sem promover, ao mesmo tempo e de forma adequada, a proteção civil.
Manifestou-se satisfeito por a Alemanha estar agora a investir o suficiente não apenas nas forças armadas e na capacidade de defesa, mas também na proteção civil e da população no sentido mais amplo.
Pistorius considerou que a área da proteção civil foi negligenciada nos últimos 30 anos na Alemanha.
O porta-voz do Ministério do Interior, Leonard Kaminski, precisou que o investimento em proteção civil inclui a "aquisição de 1.000 veículos especiais" e um "amplo programa de obras", entre outras medidas.
As medidas de reforço da proteção civil respondem às "situações que se vivem atualmente", sejam ameaças híbridas ou as "provenientes da Rússia", disse Kaminski durante uma conferência de imprensa em Berlim.
O jornal Bild noticiou que os investimentos incluem 110.000 camas dobráveis e iniciativas como a criação de uma força de intervenção federal para atuar perante um elevado número de feridos em 50 locais do país.
O plano prevê também o lançamento de uma aplicação móvel para alertar as pessoas sobre eventuais perigos, acrescentou o jornal.
As medidas, que integram um pacote que ainda terá de ser submetido ao Conselho de Ministros liderado pelo chanceler Friedrich Merz, serão financiadas graças às alterações constitucionais aprovadas pelo parlamento alemão em março.
"A isenção setorial do limite do endividamento significa que determinados setores ficam excluídos desse limite [de despesa], incluindo os gastos do Estado destinados à proteção civil e à proteção da população", explicou o porta-voz.
As alterações à Constituição aprovadas em março incluem a exclusão do limite de endividamento para todas as despesas militares que superem 1% do Produto Interno Bruto (PIB), o equivalente a cerca de 43.000 milhões de euros.
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