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Ataque dos EUA à Gronelândia "seria o fim da NATO", diz primeira-ministra dinamarquesa

Mette Frederiksen critica "pressão inaceitável" de Donald Trump.

07 de janeiro de 2026 às 01:30

A primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, avisou que um ataque dos EUA contra a Gronelândia "seria o fim da NATO" e denunciou a "pressão inaceitável" de Donald Trump para controlar aquele território do Ártico.

"Se os Estados Unidos decidirem atacar militarmente outro país da NATO seria o fim de tudo - da própria NATO e de todo o sistema de segurança global pós-Segunda Guerra Mundial", advertiu Frederiksen, depois de Trump ter insistido, no fim de semana, que os EUA "precisam da Gronelândia por uma questão de segurança nacional". A declaração do presidente dos EUA fez disparar os alarmes na Dinamarca e na Europa, levando os líderes da França, Reino Unido, Alemanha, Espanha, Itália e Polónia a publicarem esta terça-feira uma declaração conjunta sublinhando que "a Gronelândia pertence ao seu povo" e "cabe à Gronelândia e à Dinamarca, e apenas a elas, decidir aquilo que diz respeito à Gronelândia e à Dinamarca".

O vice-chefe de gabinete de Trump, Stephen Miller,  - cuja mulher partilhou no fim de semana uma imagem do mapa da Gronelândia pintado com as cores da bandeira americana e a legenda 'Em breve' - questionou na segunda-feira o direito da Dinamarca a controlar a Gronelândia e garantiu que "não há necessidade de falar numa intervenção militar" no território porque "ninguém vai enfrentar militarmente os EUA por causa do futuro da Gronelândia".

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