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Aviões militares do EUA e Canadá chegam à Gronelândia em breve para "atividades planeadas"

Comando especificou que esta atividade foi coordenada com a Dinamarca e que as autoridades gronelandesas também foram informadas.

19 de janeiro de 2026 às 23:37

Aeronaves do Comando de Defesa Aeroespacial da América do Norte (NORAD) vão chegar à Gronelândia "em breve" para participar em "atividades há muito planeadas" no território autónomo dinamarquês, anunciou hoje esta força conjunta dos EUA e Canadá.

As aeronaves militares "vão apoiar uma variedade de atividades planeadas há muito tempo", frisou, numa nota na rede social X, o comando que desempenha um papel estratégico na deteção de intrusões aéreas, numa mensagem na rede social X.

Estas atividades vão decorrer num momento em que Donald Trump insiste que os Estados Unidos devem controlar a Gronelândia, um território autónomo da Dinamarca (membro da NATO), considerando que qualquer coisa menos do que a ilha ártica estar em mãos norte-americanas seria inaceitável.

O comando especificou que esta atividade foi coordenada com a Dinamarca e que as autoridades gronelandesas também foram informadas.

"O NORAD realiza rotineiramente operações sustentadas e dispersas na defesa da América do Norte, através de uma ou de todas as três regiões do NORAD (Alasca, Canadá e Estados Unidos continentais)", pode ler-se.

O NORAD não adiantou à agência France-Presse (AFP) detalhes sobre o número de aeronaves envolvidas ou a natureza das missões planeadas.

A Gronelândia, uma vasta ilha ártica com uma população de 57 mil habitantes, possui recursos minerais significativos, a maioria dos quais ainda inexplorados, além de uma localização estratégica.

Trump ameaçou recentemente impor tarifas de 10% sobre as importações de oito países europeus, incluindo França, Reino Unido e Alemanha, a partir de 01 de fevereiro devido ao apoio à Dinamarca, contrariando as suas ambições na Gronelândia, o que já teve impacto nas principais bolsas europeias.

As tarifas, que afetam alguns dos principais aliados de Washington na NATO, serão aumentadas para 25% a partir de 01 de junho até que se chegue a um acordo para o controlo completo total da Gronelândia.

A União Europeia (UE) continua a defender o diálogo face às ameaças, avisando porém que está "pronta para reagir" e dispõe de instrumentos para o fazer.

As ameaças não alteram a posição do território, que se mantém fiel ao direito à autodeterminação e à soberania, tem insistido o primeiro-ministro da Gronelândia, Jens-Frederik Nielsen.

Os líderes europeus reúnem-se na noite de quinta-feira numa cimeira extraordinária em Bruxelas para discutir as repetidas ameaças de Trump relativamente à Gronelândia e à imposição de tarifas.

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