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Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos está paralisado há 44 dias

Pelo menos 460 agentes da TSA, que não estão a receber salários durante a paralisação, demitiram-se, uma vez que os aeroportos enfrentam um aumento de 05% no número de passageiros nesta época de férias de primavera.

29 de março de 2026 às 15:40

A paralisação do Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos (DHS) completou hoje 44 dias e tornou-se a mais longa paragem parcial ou total do Governo na história do país, causando atrasos nos aeroportos.

A paralisação do DHS, que começou em 14 de fevereiro devido a divergências entre democratas e republicanos sobre as restrições ao polémico Serviço de Imigração e Alfândega (ICE), já ultrapassou os 43 dias de paralisação total do Governo que começou em outubro de 2025, também durante o segundo mandato de Donald Trump.

Supera também os 34 dias de paralisação parcial que começou a 21 de dezembro de 2018, durante o primeiro mandato de Trump, quando nove departamentos executivos, com uma força de trabalho combinada de 800 mil funcionários, interromperam as suas operações.

A paralisação do Departamento de Segurança Interna (DHS) provocou longas filas nos aeroportos, com uma taxa média diária de absentismo de 11% entre os agentes da Administração de Segurança dos Transportes (TSA) e, em alguns aeroportos, a ultrapassar os 50%, alertou na quarta-feira a administradora interina da agência, Ha Nguyen McNeill, ao Congresso.

Pelo menos 460 agentes da TSA, que não estão a receber salários durante a paralisação, demitiram-se, uma vez que os aeroportos enfrentam um aumento de 05% no número de passageiros nesta época de férias de primavera, acrescentou.

A última tentativa de reabrir o DHS falhou, uma vez que o Senado aprovou na sexta-feira um plano bipartidário para financiar o departamento, com exceção do ICE (Serviço de Imigração e Alfândega), mas os republicanos da Câmara bloquearam a proposta, insistindo que todo o departamento deve ser totalmente financiado.

Em resposta à situação, Trump anunciou na quinta-feira uma ordem executiva que instrui o novo secretário da Segurança Interna, Markwayne Mullin, a pagar aos agentes da TSA "imediatamente" para lidar com a "situação de emergência" e "acabar com o caos nos aeroportos", o que deverá começar na segunda-feira.

O chamado "czar da fronteira" da Casa Branca, Tom Homan, disse hoje à CNN que houve progressos nas negociações com os democratas para aplicar restrições aos agentes do ICE, como o uso de câmaras corporais, mas alertou que Trump apenas apoia "o financiamento integral de todo o Departamento de Segurança Interna".

"Estão a manter o departamento refém porque não gostam do que o ICE está a fazer, e o ICE está a cumprir a lei", afirmou Homan.

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