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Correio da Manhã

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Dilma defende-se com ataque a Cunha

Defesa alega que 'pedaladas fiscais' não prejudicaram a economia.
Domingos Grilo Serrinha e correspondente no Brasil 5 de Abril de 2016 às 08:28
Oposição pede destituição de Dilma Rousseff por manipular contas do Estado para esconder debilidade da economia
Oposição pede destituição de Dilma Rousseff por manipular contas do Estado para esconder debilidade da economia FOTO: Paulo Whitaker/Reuters
O procurador-geral brasileiro, José Eduardo Cardoso, apresentou ontem, último dia do prazo, a defesa da presidente Dilma Rousseff no processo de destituição aberto contra ela na Câmara dos Deputados, atacando fortemente o presidente do Parlamento, Eduardo Cunha, acusado de levar a cabo uma vingança pessoal contra a chefe de Estado.

Na defesa escrita e, posteriormente, na oral, o procurador-geral argumentou que Eduardo Cunha só aceitou o pedido de afastamento da presidente depois de perceber que o governo não iria ajudá-lo a escapar do processo de perda de mandato que ele próprio enfrenta por suposta ligação ao escândalo na Petrobras. Ou seja, a ação de destituição é juridicamente nula por se tratar de um "desvio de finalidade", por claramente não visar o interesse público e sim uma vingança pessoal.

Sobre a acusação em que se baseia o pedido de destituição, as manobras fiscais ilegais cometidas por Dilma para esconder a gravíssima situação económica e a aprovação de decretos extraordinários que autorizaram avultadas despesas em período de crise, a defesa alega não terem causado qualquer dano ao país, logo, não ter havido crime. Segundo Cardoso, o que se fez foi um remanejamento de verbas dentro do limite do orçamento do estado aprovado pelo Congresso.
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