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Dois juízes venezuelanos refugiados na residência de embaixador do Chile

Oposição adia protesta contra eleição da Constituinte para quinta-feira.
Lusa 2 de Agosto de 2017 às 08:23
Supremo Tribunal da Venezuela
Francisco Palmieri, Estados Unidos, Venezuela, Vontade Popular, Presidente Nicolás Maduro, Antonio Ledezma, Leopoldo Lopez, Caracas, Estado, Twitter, Supremo Tribunal, Assembleia Constituinte, Washington, ditador, Bashar, Governo, chefe de Estado, Kim Jong-Un, Robert Mugabe, política, diplomacia
Supremo Tribunal da Venezuela
Nicolás Maduro
Polémica continua na Venezuela
Nicolás Maduro
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Nicolás Maduro
Polémica continua na Venezuela
Nicolás Maduro
Dois juízes, nomeados pela Assembleia Nacional da Venezuela, controlada pela oposição, refugiaram-se na terça-feira na residência do embaixador do Chile em Caracas, anunciou o Governo chileno.

O ministro dos Negócios Estrangeiros chileno, Heraldo Munoz, afirmou que Beatriz Ruiz e José Fernando Nunez entraram na residência do embaixador chileno em Caracas "à procura de proteção", de acordo com uma mensagem divulgada na rede Twitter.

As autoridades chilenas afirmaram que, se for pedido, será concedido asilo aos dois venezuelanos.

Ruiz e Nunez estão entre os 33 juízes nomeados a 21 de julho passado pela Assembleia Nacional para o Supremo Tribunal. Este considerou as nomeações inconstitucionais e advertiu os escolhidos de que incorriam em "crimes de traição à pátria", caso tentassem ocupar os lugares para que tinham sido nomeados.

O par junta-se a outro juiz venezuelano que se refugiou no sábado passado na residência chilena em Caracas.

Pelo menos três juízes nomeados pela Assembleia Nacional foram detidos.

Entretanto, o Senado chileno aprovou na terça-feira um acordo no qual expressa apoio ao parlamento venezuelano, de maioria opositora, não reconhece a Assembleia Constituinte e "repudia a repressão governamental" na Venezuela.

Oposição adia protesto

A oposição venezuelana adiou para quinta-feira a manifestação prevista para esta quarta-feira, durante a posse da Assembleia Constituinte, eleita no domingo, anunciou na terça-feira à noite um dos líderes opositores Freddy Guevara.

A manifestação estava inicialmente prevista para etsa quarta-feira, dia em que a Assembleia Constituinte devia ser empossada, o que até agora não foi confirmado.

No domingo, o vice-presidente do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV, no poder), Diosdado Cabello, tinha anunciado que a cerimónia de posse teria lugar no "prazo máximo" de 72 horas.

"Atenção: Marcha contra a fraude Constituinte será na quinta-feira, dia em que a ditadura pretende 'instalar' a fraude", escreveu Guevara na rede de mensagens instantâneas Twitter.

O anúncio foi feito depois de utilizadores terem denunciado, nas redes sociais, que a página digital da aliança opositora Mesa da Unidade Democrática (MUD) tinha sido alvo de um ataque informático.

No domingo, a oposição venezuelana tinha anunciado manifestações para segunda e quarta-feira contra a Assembleia Constituine do Presidente Nicolas Maduro, eleita no domingo, dia marcado por violências que causaram pelo menos dez mortos.

A nova Assembleia Constituinte vai funcionar no Palácio Federativo Legislativo, onde se encontra agora a Assembleia Nacional da Venezuela (parlamento), em que a oposição é maioritária. O Governo do Presidente Nicolas Maduro advertiu já que poderá dissolver o atual parlamento.

Ao festejar os resultados eleitorais de domingo, na praça Bolívar de Caracas, Maduro afirmou que a nova Assembleia Constituinte vai servir para promover o diálogo e a paz no país, mas também acabar com a sabotagem opositora, a guerra económica e reestruturar o Ministério Público.

"Acabou-se a sabotagem da Assembleia Nacional. A Constituinte chegou para pôr ordem", sublinhou.

A nova Assembleia Constituinte, que segundo a legislação em vigor tem poderes que o chefe de Estado está obrigado a respeitar, vai criar uma poderosa comissão pela verdade, justiça, reparação das vítimas e paz e terá como tarefa inicial levantar a imunidade dos deputados opositores e dissidentes do 'chavismo' [regime do antigo Presidente Hugo Chávez, que morreu em 2013], bem como fazer justiça com os envolvidos na violência no país e na guerra económica, disse Maduro.

Na Venezuela, as manifestações a favor e contra Maduro intensificaram-se desde 01 de abril passado, depois de o Supremo Tribunal ter divulgado duas sentenças, que limitam a imunidade parlamentar e em que aquela instância assume as funções do parlamento.

A 01 de maio, Maduro anunciou a eleição de uma Assembleia Constituinte para alterar a Constituição, o que intensificou os protestos que, desde abril, provocaram pelo menos 120 mortos.

O Presidente venezuelano declarou que a Assembleia Constituinte vai servir para recuperar a economia, estabilizar politicamente o país, dar segurança ao povo, promover a paz e reconstruir a igualdade, e fortalecer a defesa nacional perante "ataques imperialistas".

A oposição venezuelana, que boicotou a eleição da Assembleia Constituinte, acusa Maduro de pretender usar a reforma para instaurar no país um regime cubano e perseguir, deter e calar as vozes dissidentes.
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