Joesley Batista é dono da JBS, líder mundial na produção de proteína animal.
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O mega-empresário Joesley Batista, dono da JBS, líder mundial na produção de proteína animal, foi preso esta sexta-feira na sua luxuosa mansão em São Paulo acusado de corrupção. Em Maio do ano passado, Joesley quase derrubou Michel Temer ao divulgar uma gravação de um encontro entre ambos em que o chefe de Estado o incentivava a comprar o silêncio de testemunhas incómodas para o governante, mas o Congresso impediu o avanço do processo e salvou o mandato do presidente brasileiro.
Além de Joesley, foram presas esta sexta pela Polícia Federal outras 15 pessoas, todas acusadas de envolvimento num grande esquema de corrupção que terá ocorrido no Ministério da Agricultura durante o governo da presidente Dilma Rousseff, destituída em 2016.
Entre os outros presos esta sexta-feira estão o atual vice-governador do estado de Minas Gerais, António Andrade, que na época dos factos avançados pelo Ministério Público era ministro da Agricultura, o ex-director financeiro do Grupo J&F, que controla a JBS, Ricardo Saud, o vice-presidente da cidade de João Pessoa, capital do estado da Paraíba, Manuel Júnior, e outros políticos e empresários nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Paraíba, Minas Gerais e Mato Grosso.
De acordo com a Polícia Federal, entre outros montantes aos demais, a JBS pagou pelo menos 7,1 milhões de euros ao partido de António Andrade, o Movimento Democrático Brasileiro, MDB, que também é o de Temer, e o então ministro da Agricultura concedia facilidades no seu ministério à empresa de Joesley.
Donos de grandes redes de lojas e de empresas nos estados citados aproveitavam o enorme volume de dinheiro movimentado para branquearem as "luvas" e também ganhavam com isso. Segundo a Polícia Federal, as prisões foram necessárias porque os envolvidos, usando a influência e o poder político e financeiro que possuem, estavam a tentar atrapalhar as investigações.
Joesley, o irmão e sócio na JBS, Wesley Batista, e Saud já ficaram vários meses presos após a denúncia que fizeram contra Temer, quando se descobriu que eles tinham ocultado crimes e situações que os comprometiam ao fazerem o acordo de colaboração com a justiça contra Temer.
Esse acordo, que previa imunidade absoluta dos irmãos Batista, foi rompido unilateralmente pelo então Procurador-Geral da República Rodrigo Janot no seu último dia no cargo, em Setembro de 2017, e os empresários foram presos, mas acabaram por conseguir a liberdade provisória este ano.
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