Há mais de 5.760 infetados desde setembro, com 71 mortos.
Moçambique registou mais 103 novos casos de cólera na atual epidemia, em 24 horas, elevando para mais de 5.760 infetados desde setembro, com 71 mortos, e 300 novos doentes em três dias, segundo dados oficiais.
De acordo com o último boletim da doença da Direção Nacional de Saúde Pública (DNSP), a que a Lusa teve esta sexta-feira acesso e com dados de 03 de setembro a 18 de fevereiro, do total de 5.764 casos de cólera contabilizados, 2.500 foram na província de Nampula, com um acumulado de 32 mortos, e 2.180 em Tete, com 28 óbitos, além de 909 em Cabo Delgado, com oito mortos.
Em menor dimensão, o acumulado aponta para 95 casos de cólera, e um morto, na província da Zambézia, e 78 casos e dois mortos na província de Manica. Surgiram agora casos na cidade de Maputo e na província de Gaza (um em cada).
Em menor dimensão, o acumulado aponta para 95 casos de cólera, e um morto, na província da Zambézia, e 78 casos e dois mortos na província de Manica. Surgiram agora casos na cidade de Maputo e na província de Gaza (um em cada).
Só nas 24 horas anteriores ao fecho deste boletim (18 de fevereiro), foram confirmados mais 103 casos, com a taxa de letalidade geral nacional a baixar para 1,2%. Em três dias, o número de novos doentes ascende a 313, com um morto, além do registo de 110 pessoas internadas com cólera, 33 dos quais em ambulatório, atualmente.
No surto de cólera anterior, de acordo com os dados da DNSP de 17 de outubro de 2024 a 20 de julho de 2025, registaram-se 4.420 infetados, dos quais 3.590 na província de Nampula, e um total de 64 mortos, pelo que o atual já ultrapassa o número de doentes e mortos em cerca de metade do tempo do anterior.
As autoridades sanitárias moçambicanas assumiram na quinta-feira que o país já enfrenta uma epidemia de cólera, com a doença presente em 22 distritos, avançando com a vacinação de 3,5 milhões de pessoas.
"O país tem uma epidemia, claramente porque temos vários surtos, em vários locais. A definição da epidemia é quando temos vários surtos juntos, então, sim, temos", disse o diretor nacional de Saúde Pública, Quinhas Fernandes, questionado pela Lusa, numa conferência de imprensa, em Maputo.
O responsável adiantou na mesma conferência de imprensa, de balanço da situação epidemiológica, que a vacinação anunciada vai decorrer na cidade de Tete e Moatize, província de Tete, no centro, e nos distritos de Eráti e Nacala Porto, em Nampula, no norte.
"Em Tete estamos a vacinar dois distritos e em Nampula outros dois distritos e inicialmente recebemos 2,5 milhões de doses vacinas que estão neste momento a serem alocadas a estas duas províncias e em uma semana e meia vamos receber cerca de 750 mil doses. Ao final, para estas duas províncias, vamos alocar cerca de 3,5 milhões de doses para vacinar nestes quatro distritos", explicou Fernandes.
O Governo de Moçambique quer eliminar a cólera "como um problema de saúde pública" no país até 2030, conforme o plano aprovado em 16 de setembro em Conselho de Ministros e avaliado em 31 mil milhões de meticais (418,5 milhões de euros).
O objetivo é "ter um Moçambique livre da cólera como um problema de saúde pública até 2030, onde as comunidades têm acesso à água segura, saneamento e cuidados de saúde de qualidade, alcançados através de ações multissetoriais, coordenadas e informadas por evidências científicas", disse então Inocêncio Impissa.
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