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Correio da Manhã

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Escalada de tensão no Golfo devido a disputa entre EUA e Irão

Crispação tem vindo a crescer desde que Trump retirou os EUA do acordo nuclear internacional de 2015.
Lusa 18 de Junho de 2019 às 16:56
Hassan Rouhani, presidente iraniano
Hassan Rouhani, presidente iraniano
Hassan Rouhani, presidente iraniano
Hassan Rouhani, presidente iraniano
Hassan Rouhani, presidente iraniano
Hassan Rouhani, presidente iraniano
O ataque a dois petroleiros ao largo do Irão na passada quinta-feira avivou a tensão no Golfo devida à disputa entre Washington e Teerão, alarmando a comunidade internacional que insiste no pedido de contenção aos intervenientes.

O diferendo entre os Estados Unidos e o Irão é longo e a crispação está num crescendo desde que o Presidente norte-americano retirou, há um ano, o país do acordo nuclear internacional de 2015, assinado entre os 5+1 (os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança - Estados Unidos, Reino Unido, França, Rússia e China - mais a Alemanha) e o Irão, restaurando sanções devastadoras para a economia iraniana.

A República Islâmica comprometeu-se, nesse acordo, a aceitar limitações e maior vigilância internacional do seu programa nuclear, que sempre garantiu ser apenas civil, em troca do levantamento das sanções internacionais.

Os europeus, a China e a Rússia mantêm o seu compromisso em relação ao acordo, mas até agora não têm sido capazes de permitir que o Irão beneficie das vantagens económicas com que contava devido às sanções dos Estados Unidos.

Segundo o Fundo Monetário Internacional, o produto interno bruto (PIB) iraniano deve cair 6% este ano, depois de ter descido perto de 4% em 2018.

A Bloomberg indicou que as exportações iranianas de petróleo passaram de 1,5 milhões de barris por dia em outubro de 2018 para 750.000 em abril deste ano.
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