Chamas que deflagraram na capital cubana já foram controladas.
O incêndio que deflagrou nas instalações da refinaria Ñico López, em Havana, foi controlado pelo corpo de bombeiros da capital de Cuba sem que, até ao momento, tenham sido reportados danos significativos ou feridos, segundo os meios oficiais.
O Ministério da Energia e Minas assegurou por volta das 16h20, hora local (20h20 GMT), nas redes sociais, que o incêndio tinha sido controlado pouco mais de uma hora depois de ter começado.
Por sua vez, o diretor daquela unidade de refinação, Maikel David Cabrera, indicou aos meios estatais que o incêndio ocorreu num armazém de produtos químicos "em desuso" e que as "chamas não atingiram nenhum depósito de combustível" nem se espalharam para outras áreas.
Cabrera acrescentou que a refinaria está a funcionar normalmente após o incidente.
Para já, as autoridades cubanas não informaram as causas do incêndio.
A Ñico López é uma das três refinarias de Cuba. Trata-se de uma antiga instalação energética que foi nacionalizada em 1960 e tem capacidade para processar tanto o cru pesado nacional como o petróleo importado.
No entanto, esta infraestrutura arrasta problemas de anos na área técnica.
Além disso, tem havido alertas para o facto de ser uma unidade de refinação próxima de zonas densamente povoadas, com o risco que isso acarreta, e o impacto dos seus derrames no ecossistema da baía.
Uma espessa nuvem de fumo negro, proveniente das instalações da refinaria Ñico López, era visível do outro lado do canal da baía, sem que fosse possível determinar se as chamas atingiram os depósitos de petróleo da instalação, segundo relatavam há umas horas jornalistas da agência de notícias francesa AFP.
O fogo, que rapidamente perdeu intensidade, ocorreu numa zona situada não muito longe do local de ancoragem de dois petroleiros atracados na baía, onde se localiza o porto de Havana, adiantava a agência noticiosa.
O incêndio ocorre no auge da crise energética em Cuba.
Desde meados de 2024, a ilha sofre apagões diários prolongados, que se intensificaram nos últimos meses, devido às frequentes avarias das suas centrais termoelétricas e à falta de divisas para importar combustível suficiente.
E com 9,6 milhões de habitantes, Cuba não recebeu mais petróleo bruto da Venezuela desde a captura pelos Estados Unidos da América do ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro no início de janeiro.
O Presidente dos EUA, Donald Trump, também ameaçou com tarifas quaisquer países que tentem enviar petróleo para Cuba.
Contudo, em Cuba não é estranho a ocorrência de incêndios em instalações petrolíferas.
Em agosto de 2022, a base de superpetroleiros de combustível da província de Matanzas (oeste), a principal infraestrutura de reservas estratégicas do país, ardeu em chamas após a queda de um raio.
A ilha demorou uma semana a controlar o incêndio, que se tornou o maior desastre industrial na história recente do país e provocou a morte de 17 pessoas.
O fogo danificou completamente a estrutura de até quatro tanques - de um total de oito - com uma capacidade de 50.000 metros cúbicos cada um.
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