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Irmãos de Lula vivem na pobreza

Acusado várias vezes ao longo de oito anos no poder de favorecer aliados e assessores, o ainda presidente brasileiro, Inácio Lula da Silva, não mostrou a mesma generosidade em relação à família. Muito longe da vida de glamour e do prestígio internacional do parente famoso, os seis irmãos do chefe de Estado ainda vivos (quatro já morreram) vivem de forma modesta em bairros de periferia e quase todos estão doentes.

16 de novembro de 2010 às 00:30

Ao contrário do irmão, que vive num palácio rodeado de empregados e viaja em comitiva de carros de luxo, os irmãos habitam em casas populares, cuidam de si mesmos, andam em transportes colectivos e alguns ainda precisam de trabalhar para sobreviver, apesar da idade. É o caso de Jaime Inácio da Silva, que aos 73 anos ainda trabalha numa metalúrgica em São Paulo. Jaime reside na periferia de São Bernardo do Campo, na área metropolitana da capital paulista, e precisa de se levantar pouco depois das quatro da madrugada para ir de autocarro para o trabalho.

A irmã mais nova, Tiana, de 60 anos, também trabalha, fazendo lanches numa escola na zona Leste de São Paulo. Vavá, ou Genival Inácio da Silva, de 71 anos, outro irmão de Lula que reside na periferia de São Bernardo, e que em 2007 protagonizou um escândalo de alegada facilitação de acesso de empresários ao governo, vive numa casa com tantos ratos que estes lhe mataram quase todos os 108 canários que criava.

Ainda estão vivos Frei Chico, na verdade José Inácio da Silva, 68 anos, que levou Lula para o mundo sindical e político, Marinete, 72 anos, empregada doméstica reformada, e Maria, 67. Quase todos com saúde frágil: Jaime e Maria tiveram cancro, Frei Chico sofre do coração, Vavá já fez seis operações à coluna e Marinete tem uma doença grave sobre a qual não fala.

POLÍCIAS SUSPEITOS DA MORTE DE DEZENAS DE MENDIGOS

Um grupo de extermínio, formado provavelmente por polícias, é o principal suspeito da matança que desde o início do ano já tirou a vida a 32 mendigos que viviam nas ruas de Maceió, capital do estado de Alagoas, um dos destinos turísticos dos portugueses que viajam para o Brasil.

A última vítima foi Monique dos Santos, de 21 anos, assassinada com vários tiros durante a madrugada de ontem, segunda-feira, por desconhecidos na rua dos Cajueiros. De acordo com as autoridades locais, todas as outras mortes ocorreram de forma similar, com as vítimas a serem baleadas na rua enquanto dormiam.

A pedido do governador do estado de Alagoas, Teotónio Vilela, uma força especial, integrada por vários investigadores, incluindo, federais, vai ser enviada pelo Ministério da Justiça para averiguar os homicídios.

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