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Correio da Manhã

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Juan Guaidó adia regresso à Venezuela após ameaças

Presidente interino garantiu que vai voltar a Caracas, capital venezuelana.
Domingos Grilo Serrinha e correspondente no Brasil 28 de Fevereiro de 2019 às 22:01
Juan Guaidó
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O autoproclamado presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, adiou o seu regresso ao país depois de receber ameaças de prisão e até de morte, mas garantiu que vai voltar a Caracas, capital venezuelana. Guaidó fez o anúncio em Brasília, capital do Brasil, onde esta quinta-feira teve encontros de alto nível com autoridades brasileiras, entre elas o presidente Jair Bolsonaro, e com diplomatas da União Europeia.

Guaidó anunciou que vai esta sexta-feira ao Paraguai, para se encontrar com várias autoridades desse país, e que tentará regressar à Venezuela ainda no fim de semana ou na próxima segunda-feira. Inicialmente, a previsão era de que Juan Guaidó regressasse à Venezuela já esta sexta-feira, logo após o fim dos seus compromissos no Brasil, mas o aumento das ameaças forçou uma mudança de planos.

O líder da oposição ao ditador Nicolás Maduro preferiu não dar detalhes sobre as ameaças, atribuídas na Venezuela a aliados e órgãos da repressão do governo de Maduro, mas ainda adiantou que são tanto contra a sua vida quanto a vida de familiares, além do risco de prisão. A justiça da Venezuela, controlada por Maduro, tinha proibido Guaidó de sair do país para o impedir de ir à Colômbia comandar uma tentativa de entrar em território venezuelano com alimentos e medicamentos enviados pelos EUA para a população, tentativa essa que fracassou no fim de semana passado, mas ele desobedeceu. 

Por isso, o menos que pode acontecer-lhe é ser preso pela polícia ao entrar no país e levado para uma das prisões políticas onde já se encontram, segundo avançou ele em Brasília, mais de mil dissidentes. Guaidó chegou a mostrar durante uma conferência de imprensa marcas no seu corpo feitas durante uma ação de que foi vítima semanas atrás, quando foi raptado por homens dos serviços secretos da Venezuela e libertado, também sem explicações, horas depois.

Segundo Guaidó, a atividade política na Venezuela já há vários anos é um alto risco, pois as críticas ao regime comandado com mão de ferro por Maduro foram criminalizadas. Mas assegura que, apesar do risco da própria morte vai seguir em frente na luta para que a Venezuela volte a viver em democracia e com prosperidade e que entregou a sua vida a essa missão, por isso não recuará nem mesmo ante as ameaças.

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