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MICRONOVELA

Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

Juiz que atuou na 'Operação Lava Jato' suspenso por furtar champanhe em supermercados

Eduardo Appio alega que os vídeos que o mostram a cometer os crimes foram forjados.

16 de dezembro de 2025 às 15:32

Um dos juízes que atuou na famosa 'Operação Lava Jato', que chegou a levar Lula da Silva para a prisão por 580 dias entre 2018 e 2019, foi afastado de funções após ser apanhado a furtar garrafas de champanhe de um supermercado. Eduardo Appio, que comandou processos da Lava Jato em 2023, vários anos após o antigo juiz e atual senador Sérgio Moro ter comandado a mais famosa operação anti-corrupção do Brasil, alega que os vídeos que o mostram a cometer os crimes foram forjados e que é perseguido por Moro.

Nas imagens divulgadas, vê-se Appio a retirar uma garrafa de champanhe da prateleira de um supermercado na elegante cidade de Blumenau, no estado de Santa Catarina, e a colocá-la numa bolsa com a qual já tinha entrado no estabelecimento. Depois, ele passa pela caixa como se não tivesse comprado nada e começa a descer as escadas de acesso ao estacionamento, quando é abordado por dois seguranças.

Levado para uma área interna do supermercado, o magistrado nega o furto, mas um dos seguranças tira a garrafa, com custo comercial de 64 euros, da bolsa e coloca-a em cima da mesa. Eduardo Appio ainda exibe um crachá aos seguranças, provavelmente mostrando ser um juiz federal, mas eles não ligam e chamam a polícia.

Após o caso ser revelado, outras duas gravações apareceram mostrando o juiz federal de combate à corrupção a furtar outras garrafas de champanhe em duas ocasiões diferentes, uma em Setembro e outra em Outubro, em ambos os casos com sucesso. Appio, que depois de ter presidido à 13.ª Vara Federal de Curitiba, no estado do Paraná, que concentrou os processos da Lava Jato, foi transferido para a 18.ª Vara Federal, que trata de crimes previdenciários, agora foi afastado das funções de juiz e enfrenta um processo interno do Tribunal de Justiça, que pode condená-lo à reforma compulsiva.

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