Caso está a correr o mundo.
Uma adolescente de 16 anos sofreu violação coletiva numa favela da cidade brasileira do Rio de Janeiro, tendo sido violada por pelo menos 33 criminosos. Esse foi o número de homens que ela contou num determinado momento, um dos poucos em que esteve lúcida, pois era repetidamente espancada e dopada.
O caso aconteceu no fim de semana passado, mas começou a ganhar repercussão nacional e internacional agora através das redes sociais, depois de os próprios criminosos terem publicado nas redes sociais vídeos e fotos brutais das violações e do corpo nu e ensanguentado da menina, que abusavam enquanto se riam.
A onda de repúdio à selvajaria tomou conta das redes sociais, com protestos de milhares de internautas e com muitos deles a trocarem as fotos dos seus perfis por imagens de uma mulher cruxificada. Os responsáveis pela Organização das Nações Unidas (ONU) já se demonstraram chocados com o sucedido e exigem o apuramento do caso pelas autoridades brasileiras.
A adolescente saiu de casa sexta-feira, dia 20, para ir a um baile e depois dormir na casa do namorado, Lucas Perdomo Duarte Santos, de 20 anos, que a polícia considera um dos principais suspeitos.
A última imagem de que a menina se recorda é a de ter chegado à casa do namorado, na favela São José Operário, em Praça Seca, zona oeste do Rio. Só acordou domingo, dia 22, completamente nua, a queixar-se de dores por todo o corpo e rodeada de homens armados, que se riam dela.
Só conseguiu regressar a casa com a ajuda de um agente comunitário da favela na terça-feira, dia 24. Desgrenhada e com a roupa destruída, usou roupas rasgadas de homem que encontrou na casa do crime para se cobrir. Como a adolescente não conseguia contar o que realmente aconteceu, só quarta-feira, dia 25, a família soube que ela tinha sido vítima de uma violação coletiva ao ser avisada dos vídeos que os violadores colocaram nas redes sociais.
Levada ao Hospital Sousa Aguiar, no centro da cidade do Rio de Janeiro, a vítima foi medicada para combater eventuais doenças sexualmente transmissíveis. Tentou várias vezes fugir do hospital, mas foi sempre impedida pela família.
Até esta sexta-feira, a polícia do Rio de Janeiro conseguiu identificar quatro suspeitos do crime, para os quais já pediu mandados de prisão preventiva. Pressionada pela ONU, pela Ordem dos Advogados do Brasil e por comissões de Direitos Humanos, a polícia vai tentar identificar todos os demais criminosos que participaram na violação coletiva.
A pressão social à polícia aumenta à medida que se aproximam os Jogos Olímpicos Rio 2016, altura em que a cidade vai receber milhares de pessoas.
Além de Lucas, o namorado da adolescente e que a polícia afirma ter tido uma participação directa e decisiva no crime, foram identificados Marcelo Miranda da Cruz Correia, de 18 anos, e Michel Brasil da Silva, de 20, acusados pela polícia de terem publicado online as chocantes imagens do crime.
O quarto suspeito identificado até agora é Raphael Assis Duarte Belo, de 41 anos, que nas imagens surge posando tranquilamente ao lado da vítima.
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