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Correio da Manhã

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Opositores de Maduro voltam para a prisão

Leopoldo López e Antonio Ledezma cumpriam pena em casa. Supremo diz que foram detidos porque planeavam fugir.
Marco Fonseca Pereira 2 de Agosto de 2017 às 02:41
Supremo Tribunal da Venezuela
Antonio Ledezma é levado pela polícia
A detenção de Leopoldo López
Edezma estava em domiciliária há dois anos
López tinha sido libertado há 3 semanas
Supremo Tribunal da Venezuela
Supremo Tribunal da Venezuela
Antonio Ledezma é levado pela polícia
A detenção de Leopoldo López
Edezma estava em domiciliária há dois anos
López tinha sido libertado há 3 semanas
Supremo Tribunal da Venezuela
Supremo Tribunal da Venezuela
Antonio Ledezma é levado pela polícia
A detenção de Leopoldo López
Edezma estava em domiciliária há dois anos
López tinha sido libertado há 3 semanas
Supremo Tribunal da Venezuela
Os opositores venezuelanos Leopoldo López e Antonio Ledezma, que se encontravam em prisão domiciliária, foram detidos na madrugada de ontem pela polícia política e levados de volta para a prisão militar de Ramo Verde, em mais um gesto denunciado pela oposição como prova da deriva totalitária do regime liderado por Nicolás Maduro.

O Supremo Tribunal de Justiça afirmou, sem apresentar provas, que ambos planeavam fugir e que por isso tinha sido revogada a prisão domiciliária.

As detenções acontecem dois dias depois das eleições para a criação de uma Assembleia Constituinte com poderes para dissolver o parlamento, controlado pela oposição. As eleições foram duramente condenadas pelos países da América Latina, a União Europeia e os EUA, que na segunda-feira anunciou sanções contra Maduro. O chefe de Estado desvalorizou as sanções, que diz refletirem o "desespero" de Donald Trump. "Eu não recebo ordens do império!", disse num discurso televisivo.

A UE condenou a detenção dos dois líderes opositores. "Este é claramente um passo na direção errada", disse a porta-voz Federica Mogherini, chefe da diplomacia europeia. Já o ministro dos negócios estrangeiro espanhol, Alfonso Dastis, anunciou que ia pedir "medidas restritivas adicionais" contra a Venezuela.
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