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Professor abusa sexualmente de bebé que queria adotar antes de o matar no Reino Unido

Durante os quatro meses em que a criança viveu com o suspeito e o companheiro, o pequeno Preston sofreu cerca de 40 lesões no corpo.

21 de abril de 2026 às 12:08

Um professor abusou sexualmente de um bebé que ia adotar e filmou a criança deitada na cama com sinais visíveis de que tinha parado de respirar, em Preston, no Reino Unido. O suspeito enfrenta um julgamento por homicídio, esta terça-feira.

O pequeno Preston Davey foi alegadamente "mal-tratado de forma rotineira" por Jamie Varley, que tirava fotografias e gravava vídeos inapropriados do menino de 13 meses, avança o jornal britânico The Mirror.

Varley, de 37 anos, está acusado de matar a criança, juntamente com 25 acusações relacionadas com os maus-tratos sexuais e físicos. John McGowan-Fazakerley, companheiro do agressor, foi acusado de provocar ou permitir a morte de uma criança. Ambos negam todas as acusações.

O procurador Peter Wright KC disse ao tribunal que, pouco antes de Preston morrer, Varley abusou sexualmente do bebé provocando lesões internas sérias. O homem não procurou ajuda médica para a criança.

Quando o telefone de Varley foi apreendido, o dispositivo continha imagens da criança, filmadas pelo próprio, deitada na cama nesse dia. A criança mostrava "sinais físicos de paragem cardiorrespiratória" e os lábios estavam azuis, ouviu o tribunal.

O procurador garante que o bebé era um "menino perfeitamente saudável" antes de ser adotado pelos suspeitos em abril de 2023. Preston foi levado ao hospital três vezes em apenas quatro meses, antes da morte em julho do mesmo ano.

Preston nasceu no dia 16 de junho de 2022 e tinha nove meses quando foi entregue aos suspeitos que tinham em vista a adoção. Cerca de quatro meses depois, a criança foi levada ao hospital insconsciente e em paragem cardiorrespiratória, disse o procurador. Os médicos tentaram reanimar o bebé, mas acabou por ser declarado morto.

A causa da morte foi obstrução aguda das vias respiratórias, provocada pela asfixia com a mão ou um tecido ou pela inserção de um ou mais objetos na boca.

A autópsia revelou ainda que a criança sofreu cerca de 40 lesões durante os quatro meses que esteve sob os cuidados do casal, incluindo 30 hematomas, uma fratura no antebraço esquerdo e hematomas internos na boca, garganta e outras partes do corpo.

O principal responsável foi Varley, mas as provas recolhidas implicam ambos os homens, porque John McGowan-Fazakerley falhou em proteger o bebé.

McGowan-Fazakerley alegou que estava a trabalhar no dia em que a criança morreu, no entanto, o homem tinha a corresponsabilidade de cuidar da criança, tinha contacto diário e devia ter percebido o que estava a acontecer para proteger o menino, indica a acusação. O procurador realça que McGowan-Fazakerley não só estava a par dos abusos, como participava nos mesmos. 

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