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Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

Rússia acusa NATO de "inventar monstros" para justificar gastos das despesas militares

Dmitri Peskov defendeu que a aliança não é um instrumento de paz e de estabilidade, mas antes um meio de confrontação.

24 de junho de 2025 às 12:33

A Rússia acusou a Aliança Atlântica, que inicia esta terça-feira a cimeira anual em Haia, de "inventar monstros" para justificar o aumento das despesas militares para 5% do Produto Interno Bruto (PIB) dos países aliados.

O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, argumentou esta terça-feira que a NATO não é um instrumento de paz e de estabilidade, mas antes um meio de confrontação, cujo objetivo, disse, é aumentar as despesas militares dos países membros.

"Se têm de aprovar 5% de despesas [militares], o que é que podem fazer? Temos de inventar um ser infernal, um monstro. E do ponto de vista da NATO, é claro que o nosso país (Rússia) é o mais adequado para esse papel", disse o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, em conferência de imprensa, em Moscovo.

Peskov disse ainda que a NATO e a Europa encontram-se no caminho da militarização que classificou como desenfreada.

Na segunda-feira, O Presidente russo Vladimir Putin acusou a Aliança Atlântica de provocar uma corrida às armas em todo o mundo, "contando histórias assustadoras" para apontar a Rússia como uma ameaça à Europa.

O Presidente russo anunciou ainda a criação das novas forças de aparelhos aéreos não tripulados (drones) que vão ser integrados no Exército russo.

Por outro lado, Putin sublinhou que Moscovo está a prestar especial atenção à "tríade nuclear", nomeadamente a aviação estratégica, os submarinos atómicos e os mísseis intercontinentais.

Vladimir Putin disse ainda que, tendo em conta a crescente tensão geopolítica, a Rússia vai continuar a tomar as medidas "adequadas" para reforçar a segurança do país e dos Estados aliados de Moscovo.

"Desenvolveremos as nossas Forças Armadas como garantia de uma Rússia soberana e independente", afirmou Putin.

Desde o início da guerra na Ucrânia, em 2022, Moscovo tem difundido mensagens sobre possíveis bombardeamentos contra países membros da NATO e da União Europeua, bem como, ataques de tropas russas contra os países bálticos.

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