Ex-autarca de Santa Maria da Feira, Emídio Sousa, vai reunir-se com o ministro das Relações Exteriores da Venezuela.
O secretário de Estado das Comunidades Portuguesas chega terça-feira à Venezuela para uma visita que começa com uma reunião com o chefe da diplomacia venezuelana e inclui encontros com a comunidade portuguesa, nomeadamente com familiares dos detidos.
Emídio Sousa, de visita a Caracas e Valência, entre terça-feira e sexta-feira, tem como primeiro ponto na sua agenda uma reunião com o ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Yván Gil Pinto, seguindo-se um encontro com familiares dos seis luso-venezuelanos que permanecem detidos no país.
Nesse mesmo dia, o ex-autarca de Santa Maria da Feira vai reunir-se com professores de língua portuguesa e com funcionários da embaixada em Caracas.
Para quarta-feira está, entre vários pontos da agenda, agendada uma visita ao consulado-geral, em Caracas, e um encontro com os conselheiros das comunidades portuguesas.
O dia terminará com uma visita ao centro português de Caracas, que será seguida de um jantar com a comunidade portuguesa.
Na quinta-feira, o secretário de Estado irá visitar um lar luso-venezuelano e a Casa Portuguesa do Estado Arágua, assim como o consulado honorário em Maracay.
À tarde, o governante parte para Valência, onde é esperado na Casa Portuguesa de San Diego, seguindo-se uma visita ao consulado-geral em Valência, último ponto da agenda do dia.
Por fim, sexta-feira, Emídio Sousa começa o dia a visitar a Sociedade de Beneficência das Damas Portuguesas, que precede a visita ao Santuário de Nossa Senhora de Fátima de Los Teques e ao consulado honorário em Los Teques.
O representante da diplomacia portuguesa vai ainda almoçar com a comunidade portuguesa em Los Teques e encontrar-se com representantes da oposição política venezuelana.
Esta deslocação de Emídio Sousa à Venezuela esteve agendada para o início de março, mas foi adiada devido ao contexto internacional e "à decorrente necessidade" do secretário de Estado "ficar a coordenar a operação de repatriamento dos cidadãos portugueses na região do Médio Oriente", referiu, num comunicado, o Ministério dos Negócios Estrangeiros.
Esta visita diplomática portuguesa sucede à realizada este mês pelo secretário-geral do Partido Socialista (PS), José Luís Carneiro, que foi alvo de críticas, nomeadamente dentro do seu próprio partido.
O presidente do Chega acusou, a 25 de março, José Luís Carneiro de ter ido à Venezuela "prestar vassalagem a um regime corrupto", com o líder parlamentar socialista a criticar André Ventura por ter ido à Hungria "celebrar a extrema-direita".
Antes, o eurodeputado e porta-voz do grupo do PSD no Parlamento Europeu (PE), Sebastião Bugalho, acusou o secretário-geral do PS de "branquear" o parlamento da Venezuela saído de eleições não reconhecidas internacionalmente e o deputado João Almeida, do CDS-PP, criticou a visita, considerando que foi "extemporânea, imprudente e irresponsável", e acusou José Luís Carneiro de fazer "diplomacia paralela".
Carneiro justificou, domingo, durante o 25.º Congresso Nacional do PS, em Viseu, que a sua visita à Venezuela está relacionada com a necessidade de "exigir às autoridades a libertação dos portugueses detidos e a proteção da comunidade portuguesa e luso-venezuelana".
Durante a sua visita, com uma duração de quatro dias, reuniu-se com o ministro das Relações Exteriores, esteve no parlamento nacional e manteve contacto com as comunidades nos estados de Miranda, Arágua, Carabobo e La Guaira.
Esteve agendada uma audiência com a Presidente venezuelana, Delcy Rodriguez, que acabou por não ocorrer.
Os Estados Unidos da América efetuaram uma intervenção militar, no início do ano, na Venezuela que resultou na detenção do ex-Presidente Nicolás Maduro.
Maduro foi capturado pelas autoridades norte-americanas e transferido para os Estados Unidos, onde enfrenta acusações relacionadas com narcotráfico e outros crimes.
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