É curioso como os ecos da desastrosa viagem de José Luís Carneiro à Venezuela continuam a fazer-se ouvir e mais curioso ainda constatar que vêm do lado do próprio líder do PS. Depois de ter dado um descomunal tiro no próprio pé, o secretário-geral socialista continua a correr atrás do prejuízo dando novos tiros na sua credibilidade. Se tivesse amigos próximos no partido, com certeza que alguém lhe teria dado um conselho: não te enterres mais. Mas, aparentemente, nem amigos nem conselhos. E depois das notícias que deram conta de um périplo legitimador do regime venezuelano - regime esse que nem Portugal, nem a UE, nem o próprio PS reconheceu como legítimo -, José Luís Carneiro esforça-se por mostrar o “lado b” da sua polémica viagem. E ontem, no encerramento do congresso do PS, tentou mais uma vez justificar o que o levou às terras de Simão Bolívar. Afinal, Carneiro fez esta visita à Venezuela para “exigir às autoridades a libertação dos portugueses detidos e a proteção da comunidade portuguesa e luso-venezuelana”. Não está em dúvida que o líder socialista queira o melhor para a comunidade portuguesa na Venezuela. Mas a verdade é que o seu inopinado ato de diplomacia paralela, que incluiu uma visita ao parlamento nacional e um encontro com um ministro, dão uma ideia de desorientação difícil de emendar.
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