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Correio da Manhã

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Separatistas forçam Sánchez a ir a votos em Espanha

Partidos catalães chumbam Orçamento do Estado e obrigam primeiro-ministro a convocar eleições.
Ricardo Ramos 14 de Fevereiro de 2019 às 08:47
Recusa dos independentistas em apoiar o Orçamento do Estado precipitou o fim do governo de Pedro Sánchez ao fim de pouco mais de oito meses no poder
Pedro Sánchez, primeiro-ministro espanhol
Sánchez
Milhares de pessoas juntam-se em Madrid para exigir demissão de Pedro Sánchez
Recusa dos independentistas em apoiar o Orçamento do Estado precipitou o fim do governo de Pedro Sánchez ao fim de pouco mais de oito meses no poder
Pedro Sánchez, primeiro-ministro espanhol
Sánchez
Milhares de pessoas juntam-se em Madrid para exigir demissão de Pedro Sánchez
Recusa dos independentistas em apoiar o Orçamento do Estado precipitou o fim do governo de Pedro Sánchez ao fim de pouco mais de oito meses no poder
Pedro Sánchez, primeiro-ministro espanhol
Sánchez
Milhares de pessoas juntam-se em Madrid para exigir demissão de Pedro Sánchez
Conforme prometido, os partidos independentistas catalães juntaram-se esta quarta-feira ao Partido Popular e ao Cidadãos para chumbar o Orçamento do Estado do governo socialista liderado por Pedro Sánchez e forçar a convocação de eleições antecipadas.

A data será anunciada amanhã, mas tudo aponta para 28 de abril, um mês antes das eleições europeias, municipais e autonómicas.

ERC e PDeCAT, que tinham ajudado Sánchez a derrubar Mariano Rajoy em maio do ano passado, já tinham anunciado que iam votar contra o Orçamento após a rutura, na semana passada, das negociações sobre a situação política na Catalunha face à recusa do primeiro-ministro em discutir a autodeterminação.

Sánchez, que não tem maioria no Parlamento e dependia dos votos de Podemos, nacionalistas bascos e independentistas catalães, ficou desde logo com o destino traçado. O Orçamento acabou por ser rejeitado com os votos contra de PP, Cidadãos, Coligação Canária, Foro Astúrias, UPN, EH Bildu, En Marea, ERC e PDeCAT, num total de 191 deputados.

Votaram a favor os 158 deputados de PSOE, Unidos Podemos, PNV e Compromís e o deputado de Nueva Canárias absteve-se. Sem apoio parlamentar, Sánchez não tem outro remédio senão dissolver o Parlamento e convocar novas eleições.

A decisão será anunciada amanhã, após a habitual reunião do Conselho de Ministros, e fontes socialistas avançam que o primeiro-ministro deverá convocar eleições para 28 de abril, apesar de há algumas semanas se ter chegado a falar na possibilidade de um ‘superdomingo eleitoral’ a 25 de maio, com eleições legislativas, europeias, autonómicas e municipais em simultâneo.

Esta possibilidade parece, no entanto, ter perdido força devido à oposição de alguns barões socialistas, que preferem ‘separar as águas’.

PORMENORES 
Iglésias tentou acordo
O líder do Podemos, Pablo Iglésias, tentou até ao fim convencer os separatistas a apoiarem o Orçamento, mantendo vários contactos telefónicos com o Carles Puigdemont, exilado em Bruxelas, e Quim Torra, presidente do Governo Autonómico da Catalunha.

Eleições "quanto antes"
Os líderes do PP, Pablo Casado, e do Cidadãos, Albert Rivera, exigiram ontem a marcação de eleições "quanto antes". "É urgente acabar com a chantagem independentista e o retrocesso económico do governo de Sánchez", defendeu Casado.
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