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MICRONOVELA

Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

Testemunha acusa dois homens de planear assassínio de Marielle Franco

Vereadora no Brasil foi morta a tiro a 14 de março, no Rio de Janeiro.

09 de maio de 2018 às 11:31

Um homem acusou um vereador e ex-polícia militar do assassínio de Marielle Franco, vereadora do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), que foi morta a tiro a 14 de março no Rio de Janeiro, Brasil, segundo avança o jornal O Globo.

A identidade do homem, que diz ter ligação a uma milícia do Rio de Janeiro, não é conhecida. A testemunha, que terá procurado a polícia brasileira a troco de proteção, sublinhou que quem planeou o crime foram Marcello Siciliano, vereador do partido de centro-direita Partido Humanista da Solidariedade, e Orlando Oliveira de Araújo, ex-polícia que foi preso por comandar uma milícia.

Os acusados terão começado a planear o crime em junho do ano passado. O jornal adiantou ainda que, a troco de proteção, a testemunha fez três depoimentos à Polícia Civil, tendo indicado ainda locais e horários de reuniões entre os dois homens que acusou. Além disso, terá dado o nome de quatro pessoas que foram escolhidos para matar a vereadora.

A testemunha garantiu ainda que ouviu quatro conversas suspeitas.

Ao jornal O Globo, o vereador que foi acusado desmente tudo o que foi dito pela testemunha, sublinhando que "as alegações são totalmente mentirosas".

A vereadora Marielle Franco foi assassinada num atentado no qual morreu também o seu motorista Anderson Gomes.

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