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Trump avisa que discurso sobre o Estado da União na terça-feira será longo

Presidente já tinha estabelecido um recorde em março do ano passado com um discurso perante as duas câmaras do Congresso que durou 1 hora e 42 minutos.

24 de fevereiro de 2026 às 00:15

O Presidente norte-americano, Donald Trump, advertiu esta segunda-feira que o seu discurso sobre o Estado da União na terça-feira será longo, por ter "muito a dizer" sobre a situação do país, após o recorde estabelecido no ano passado.

"Temos um país que está a correr bem. Temos a melhor economia que já tivemos, a maior atividade económica que já tivemos. Amanhã à noite [terça-feira] vou fazer um discurso, e vão ouvir-me dizer a mesma coisa. Será longo, porque temos muito que conversar", indicou Trump num evento na Casa Branca.

O presidente já tinha estabelecido um recorde em março do ano passado com um discurso perante as duas câmaras do Congresso que durou 1 hora e 42 minutos, o discurso mais longo até à data na história do Congresso.

Até à data, o discurso sobre o Estado da União mais longo alguma vez registado já tinha sido proferido pelo próprio Trump em 2019, durante o seu primeiro mandato (2017-2021).

Embora siga o mesmo formato de um discurso sobre o Estado da União --- proferido anualmente para avaliar o desempenho do governo ---, o discurso do ano passado não é considerado como tal, uma vez que Trump o fez apenas seis semanas depois de ter tomado posse.

Os presidentes utilizam geralmente estes discursos no início dos seus mandatos para estabelecer prioridades e apresentar a sua visão para o rumo que darão ao país, bem como as suas políticas externa e económica.

O discurso de terça-feira, o primeiro sobre o Estado da União do seu segundo mandato, surge num momento de elevada tensão política, marcado pela decisão de sexta-feira do Supremo Tribunal de invalidar algumas das suas tarifas e pelo anúncio, em resposta, de uma tarifa global de 15%.

Além disso, ocorrerá durante a paralisação parcial do Departamento de Segurança Interna, que completa esta segunda-feira 10 dias sem qualquer sinal de acordo entre democratas e republicanos no Congresso para aprovar novos recursos.

O evento no Capitólio está também ofuscado pela divulgação dos documentos do falecido criminoso sexual condenado Jeffrey Epstein e pelas acusações de encobrimento contra a administração Trump.

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