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Correio da Manhã

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União contra ISIS "sem condições"

Potências internacionais longe de um acordo.
Ricardo Ramos 19 de Novembro de 2015 às 12:54
A Rússia intensificou nos últimos dias os ataques contra o ISIS
A Rússia intensificou nos últimos dias os ataques contra o ISIS FOTO: EPA
A Rússia acusou esta quarta-feira os EUA de bloquearem a formação de uma coligação internacional contra o Estado Islâmico (ISIS) com a sua insistência em exigir o afastamento prévio do presidente sírio Bashar al-Assad.

As posições opostas de Washington e Moscovo sobre o futuro de Assad têm sido o grande entrave a uma solução política internacionalmente negociada para o conflito sírio e ameaçam agora a desejada união global contra o terrorismo.

Os EUA, que exigem a demissão do presidente sírio como pré-condição para qualquer acordo político, acusam a Rússia de só ter surgido no conflito para ajudar Assad a manter-se no poder e têm rejeitado, por isso, qualquer coordenação militar com Moscovo. Já a Rússia diz-se pronta para criar uma frente militar comum com os EUA e outros países, mas defende que o futuro de Assad deve ser decidido pelos sírios.

"É inaceitável que se imponham condições para criar uma frente unida na batalha contra o ISIS", disse esta quarta-feira o MNE russo Sergei Lavrov, exortando os EUA a seguir o exemplo da França, que na sequência dos ataques de Paris decidiu coordenar com a Rússia a sua ação militar na Síria.

"Julgo que devíamos estar juntos nesta luta", disse o PM russo Dmitry Medvedev. "O ISIS declarou guerra a todo o mundo civilizado. Perante isto, estranhamos a atitude de alguns países", acrescentou, frisando que EUA e Rússia deviam pôr de lado as diferenças para combater o terrorismo.
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