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Venâncio Mondlane queixa-se à PGR moçambicana de perseguição a membros do partido

Político referiu existir o registo de 56 mortos e mais de 400 casos de "violência extrema" contra o partido.

14 de maio de 2026 às 14:32

O político Venâncio Mondlane anunciou esta quinta-feira que voltou à Procuradoria-Geral da República (PGR) moçambicana para se queixar de perseguição política, apontando para 56 mortos e 436 casos de "violência extrema" contra o seu partido.

"Submetemos à procuradoria um relatório e uma denúncia atualizada, [com] 436 casos de violência extrema contra este partido", disse Venâncio Mondlane, presidente da Aliança Nacional por um Moçambique Livre e Autónomo (Anamola), em direto na sua página do Facebook.

A participação, atualizando uma queixa anterior, foi feita quarta-feira, tendo o político denunciado ainda tentativas de assassínio, incêndio de residências e homicídio de membros do partido Anamola, referindo que pelo menos cinco pessoas foram mortas só no distrito de Mocubela, na Zambézia, centro de Moçambique, em abril.

"Um partido que só tem oito meses já sofreu 436 casos de violência extrema feita pela polícia (...) e, deste [número], incluindo o Anselmo [Vicente, coordenador do partido no Chimoio], 56 assassinatos, 56 mortos e só no distrito de Moatize, em Tete, foram 50 casas incendiadas", enumerou.

Mondlane apelou para que os moçambicanos toquem panelas "com grande intensidade", buzinem e usem tudo o que emita um som forte durante 30 minutos esta noite, no âmbito dos três dias de luto, iniciados na terça-feira, pelas vítimas do partido, mas também pelos polícias, médicos, famílias afetadas pelas manifestações pós-eleitorais, contra os raptos, entre outros.

"São os 30 minutos para você demonstrar o seu repúdio, a sua revolta por aquilo que se tornou este país", declarou Mondlane.

O último caso de homicídio de um membro do partido Anamola - fundado e lançado em agosto por Venâncio Mondlane, candidato presidencial em 2024 e principal contestatário da governação em Moçambique -, aconteceu na noite do sábado, quando Anselmo Vicente, coordenador do partido no Chimoio, centro do país, foi atingido mortalmente a tiro.

A polícia confirmou o crime, explicando que o dirigente foi morto quando "regressava de uma reunião partidária" naquela cidade, juntamente com outro membro do Anamola.

Venâncio Mondlane, candidato presidencial em outubro de 2024 e que nunca reconheceu a vitória de Daniel Chapo (Frelimo), empossado em janeiro de 2025 como quinto Presidente de Moçambique, liderou a contestação ao processo eleitoral de então, que se traduziu em cinco meses de protestos na rua, violência, saque de instituições públicas e empresas, bem como em mais de 400 mortos, sobretudo em confrontos com a polícia.

A violência só terminou em março, após um encontro entre Venâncio Mondlane e Daniel Chapo, em Maputo.

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