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Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

Venezuela anuncia "mobilização maciça" de militares em resposta aos navios americanos no mar das Caraíbas

Ordem do presidente Nicolás Maduro tem como objetivo “otimizar o comando, o controlo e as comunicações” e também garantir a defesa do país.

12 de novembro de 2025 às 10:41

A Venezuela anunciou que tem em marcha uma “mobilização maciça” de militares, armamento e equipamento em resposta ao aumento da presença de navios de guerra e tropas norte-americanas no mar das Caraíbas.

As forças terrestres, aéreas, navais e de reserva vão realizar exercícios até esta quarta-feira,anunciou o ministro da Defesa, Vladimir Padrino López, revelando que esta decisão é uma resposta à “ameaça imperialista” motivada pelo aumento da presença militar dos EUA.

Os exercícios vão ainda envolver a Milícia Bolivariana, força de reserva composta por civis, criada pelo ex-presidente Hugo Chávez.

A ordem, que partiu do presidente Nicolás Maduro, tem como objetivo “otimizar o comando, o controlo e as comunicações” e também garantir a defesa do país.

Os jornais norte-americanos Miami Herald e The Wall Street Journal anunciaram na semana passada que os EUA tinham a intenção de atacar a qualquer momento instalações militares na Venezuela, numa escalada de conflito contra o regime de Nicolás Maduro. Ambos os meios citavam fontes próximas do governo norte-americano e do presidente Donald Trump.

Segundo o diário de Miami, os ataques aéreos poderiam acontecer "numa questão de dias ou mesmo de horas", ao passo que o jornal nova-iorquino esclareceu que Trump ainda não tinha tomado uma decisão final relativa a ordenar bombardeamentos em terra.

Nos últimos meses, os EUA realizaram vários ataques aéreos contra navios nas Caraíbas. O último ataque teve como alvo duas embarcações alegadamente de tráfico de droga no Pacífico, matando seis pessoas.

O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, no poder desde 2013, tem insistido que Trump está apostado em destituí-lo e avisou que o povo venezuelano e os militares irão resistir.

O Parlamento venezuelano aprovou na terça-feira uma lei para defender o país do destacamento militar dos EUA no mar das Caraíbas.

No final de outubro, o Pentágono anunciou o envio do maior porta-aviões da frota norte-americana para o mar das Caraíbas, em plena escalada de tensões com a Venezuela devido a operações contra tráfico de droga.

O secretário de Defesa norte-americano, Pete Hegseth, ordenou a deslocação do USS Gerald Ford,  o maior navio de guerra dos EUA, e do respetivo grupo de ataque para a área de responsabilidade do Comando Sul, "em apoio à diretiva do Presidente [Donald Trump] para desmantelar organizações criminosas transnacionais".

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