Ao todo, 4.630 casos foram enviados ao WhatsApp para verificação de possível violação dos Termos de Serviço.
A justiça eleitoral brasileira informou na quinta-feira que a plataforma WhatsApp baniu 1.004 contas devido ao envio de mensagens em massa durante o período eleitoral do país, entre 27 de setembro e 15 de novembro.
Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (STE), nesse período, relativo à primeira volta das eleições municipais no Brasil, o canal de denúncias criado pelo Whatsapp e pelo tribunal recebeu 4.759 participações, porém 129 foram desconsideradas por não estarem relacionadas com as eleições.
Ao todo, 4.630 casos foram enviados ao WhatsApp para verificação de possível violação dos Termos de Serviço.
"Após uma primeira etapa de revisão, o WhatsApp identificou números duplicados e inválidos. Das 3.236 contas válidas identificadas, 1.004 foram banidas por violação dos Termos de Serviço da aplicação. Entre as contas banidas, mais de 63% já tinham sido bloqueadas de forma proativa e automática pelo sistema de integridade do WhatsApp, antes mesmo de serem reportadas", informou o TSE.
Para a secretária-geral da presidência do TSE, Aline Osorio, que coordena o Programa de Combate à Desinformação, estes resultados revelam a importância da parceria com o Whatsapp para evitar a disseminação de mensagens ilegais durante a primeira volta.
"O disparo em massa de mensagens é uma prática proibida, passível de punição nas eleições. Os eleitores devem estar atentos e denunciar atividades suspeitas que desequilibrem o processo eleitoral", disse Sline Osorio.
Segundo o TSE, é considerado envio de mensagens em massa o "procedimento através do qual uma pessoa, uma empresa, um robô ou um grupo de pessoas envia o conteúdo para um grande número de pessoas ao mesmo tempo", situação que foi proibida pela justiça eleitoral brasileira no final do ano passado, após o jornal Folha de São Paulo ter revelado um esquema de contratação desse tipo de serviços para beneficiar determinados candidatos.
Para evitar esse tipo de envio, o TSE e o WhatsApp uniram-se e criaram um canal de denúncias de contas suspeitas, visando combater a desinformação durante as eleições municipais deste ano.
Para tentar travar também as 'fake news' (notícias falsas), o TSE anunciou em setembro uma parceria com as plataformas Facebook e WhatsApp para combater a desinformação e abusos durante o processo eleitoral deste ano.
O Brasil realizou no último domingo eleições para escolher os prefeitos (presidentes de Câmara) e vereadores das câmaras legislativas de 5.567 cidades, número que exclui o Distrito Federal, onde a administração do território, incluindo a capital do país, Brasília, é exercida pelo governador, e também Macapá, onde a votação foi adiada devido a problemas no abastecimento elétrico.
As eleições de domingo, que têm a segunda volta agendada para 29 de novembro para os candidatos que não alcançaram mais de 50% dos votos, deviam ter decorrido em outubro, mas as autoridades eleitorais decidiram adiar, devido à pandemia de covid-19.
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