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Carlos Rodrigues

Carlos Rodrigues

Diretor

"É difícil perceber um erro político tão grande na escolha de um governante"

12 de fevereiro de 2026 às 00:32

Falta de liderança, défice de informação atempada sobre o que se passou no terreno, falhanço total na prevenção e no planeamento do socorro, ausência absoluta de empatia com quem sofre. São estes os quatro erros políticos principais da reação ao temporal que assolou a zona Centro do País. Se olharmos para estes fatores, nem todos são da responsabilidade da agora demissionária ministra da Administração Interna. Pior ainda é se avaliarmos este falhanço político à luz da cadeia de decisão: é aceitável um erro de avaliação deste género na escolha dos governantes do País? É possível entregar uma área predominantemente operacional a alguém sem qualquer perfil para essa missão, como ontem questionava, e bem, o Almirante Silva Ribeiro, no NOW? O pior desta saída do Governo é a informação que se seguiu, e que rapidamente foi passada aos jornalistas e aos líderes de opinião: trata-se de uma mudança pontual, a pedido da própria, e tal não significa que o primeiro-ministro faça uma remodelação mais profunda. Que fique bem claro: se essa for a decisão de Luís Montenegro, tal será mais um erro grave, que vai prolongar este ambiente de agonia política que assola a governação. O facto de outros erros de casting do Executivo terem desaparecido do centro do ecrã não quer dizer que não sejam graves. Quer apenas dizer que a urgência é outra. Mas uma desgraça não anula uma tragédia.

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