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Carlos Rodrigues

Carlos Rodrigues

Diretor

"Equipa tem aguentado pressão, sem nervosismo nem falsas humildades"

17 de junho de 2026 às 00:32

Portugal estreia-se hoje no Mundial, frente à RD Congo, e entra em campo carregado de esperança. Ao selecionador nacional e aos jogadores devem ser creditados desde já dois méritos principais. Em primeiro lugar, conseguiram contrariar a tradicional descrença lusitana, e colocaram os adeptos a sonhar. Uma vez conquistado esse estado de espírito, a equipa tem conseguido aguentar a pressão, sem nervosismo nem cedência a falsas humildades. Tanto jogadores como dirigentes têm assumido em público a qualidade superlativa desta geração de futebolistas, bem como a associação virtuosa com Ronaldo, que já deu frutos, por exemplo, na Liga das Nações, pelo que a consequência lógica, não sendo o favoritismo, é uma sólida candidatura à vitória. Porém, os mais experientes neste tipo de torneios chamam sempre a atenção para a curta distância entre a glória e a desilusão. Pequenos pormenores podem eliminar uma equipa precocemente, como aconteceu há 8 anos contra o Uruguai, ou levá-la a um título, como aconteceu no Europeu de 2016, onde Portugal chegou a estar eliminado na 1.ª fase, para terminar campeão. Aguardemos, pois, pelos jogos. O novo formato do Mundial garante o apuramento a praticamente todos os países mais fortes. Só depois, nas eliminatórias, será a doer. Que o selecionador aproveite os primeiros jogos para encontrar o melhor onze para as grandes decisões. Relativizemos, portanto, o que se vai passar esta tarde. É apenas o primeiro passo de uma longa caminhada.

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