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Carlos Rodrigues

Carlos Rodrigues

Diretor

"O Bélgica-EUA prova que todos os poderes absolutos têm limites"

08 de julho de 2026 às 00:32

Uma vez eliminada a Seleção, chega a hora de fazer o balanço e de tirar as lições para o futuro. Na preparação do torneio e durante a competição, os adeptos, o mundo político, e o País em geral, todos apoiaram a equipa portuguesa, que teve o mérito de nos fazer acreditar que poderia ir bem mais longe do que foi. Agora que o sonho acabou, é tempo de fazermos o necessário escrutínio jornalístico ao que correu mal e ao que correu bem, aos eventuais erros de planeamento e abusos institucionais, ao deve e ao haver de um ciclo federativo que se encerra temporariamente, e se reciclará. O Correio da Manhã e a CMTV, como sempre, executarão o jornalismo livre e independente de todos os poderes, a que já habituou os portugueses, e dará todas as notícias, doa a quem doer. Faremos todas as perguntas incómodas, percorreremos todos os bastidores eventualmente malditos, que poderão ter contribuído para o resultado final. Essa é a nossa missão, de que jamais abdicaremos. Sobre o Mundial, é necessário, também, fazer o elogio do jogo no seu sentido mais puro. Depois do abuso de poder de Trump e da FIFA, despenalizando um jogador americano, a goleada belga mostrou que todos os poderes absolutos têm limites, que todos os autocratas serão derrotados pela força de vontade dos povos livres, mais tarde ou mais cedo. Naquela madrugada do Bélgica-EUA, o futebol foi muito mais do que um jogo. Provou que é o desporto mais democrático do Mundo. 

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