Carlos Rodrigues
DiretorUma coisa é a consciência geral de que os principais serviços do Estado se têm vindo a degradar nos últimos anos. Saúde, justiça, educação, as funções básicas, já para não falar da degradação estratégica, da diplomacia, de todo o sistema de soberania. Tudo áreas que têm sofrido uma perda de qualidade notória. O Estado está doente, e quem sofre é o cidadão. Somos nós. É grave, e deve preocupar todos os portugueses. Um dos efeitos mais notórios dos temporais dos últimos dias é a súbita descoberta de que o Estado também está muito fragilizado ao nível das infraestruturas. A queda de autoestradas e pontes, a derrocada de terras que põe em risco habitações, as linhas de comboio alagadas e destruídas, os diques que colapsam, a lista de sintomas do colapso físico do País é enorme. Sim, tem havido manifestações isoladas desta fragilidade, com enorme dor coletiva, da queda da Ponte de Entre-os-Rios à recente tragédia do Elevador da Glória. Mas nestas últimas semanas temos feito uma descoberta progressiva, duradoura e constante do falhanço do Estado. Ainda ontem o antigo primeiro-ministro Passos Coelho dizia que “os serviços não estão adequadamente financiados, não houve investimento suficiente para que possam desempenhar no longo prazo a sua missão”. Dedo na ferida. A decisão do ministro Pinto Luz de fazer uma auditoria técnica às infraestruturas críticas do País é uma das primeiras medidas importantes que resultam desta crise das tempestades.
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Por Carlos Rodrigues
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