Carlos Rodrigues
DiretorOlhemos para o Presidente da República eleito. Seguro vai liderar o Estado numa fase perigosa. A política está muito radicalizada e tende a forçar a sociedade na mesma direção. Com o seu discurso sereno e racional, o novo chefe de Estado é o estadista ideal para contrariar esse movimento e restaurar o equilíbrio das instituições e do próprio regime.
A falta de exigência nas escolas e na educação familiar está a atirar os nossos jovens para o reino da ignorância e para a ditadura das redes sociais, palco onde as crianças dominam cada vez menos palavras, escrevem e leem cada vez pior. Seguro tem um perfil completamente distinto dessa versão espetacular e estridente da vida pública, pelo que é o estadista certo para liderar a reflexão profunda que é necessário fazer rumo à recuperação do livro, dos jornais, da palavra escrita, e da educação com qualidade, tempo e exigência.
O próximo chefe de Estado é, ainda, um defensor dos ciclos políticos longos, contra o ruído, o taticismo e os sobressaltos. Será, por isso, o antídoto ideal contra a instabilidade, mas também contra a falta de exigência governamental e no Estado. Razão pela qual o primeiro-ministro devia dar mostras de entender o sinal que os eleitores deixaram, e brindar o novo Presidente com uma remodelação sem gritarias nem amuos, que reforçasse a equipa com mais protagonistas competentes. Seria seguramente o início de uma bela cooperação institucional.
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Por Carlos Rodrigues
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