A Galp, empresa originalmente pública, era um colosso na área da energia. Foi privatizada a partir dos anos 90 do século XX, através de esquemas opacos e favores políticos. O seu controlo final caiu nas mãos de Isabel dos Santos e Américo Amorim, sendo este o verdadeiro timoneiro da empresa. Com a privatização, o Estado português alienava valor em proveito de privados. Mas o pior estaria para vir. Após a morte de Amorim, a refinaria de Matosinhos foi encerrada. Destruiu-se capacidade tecnológica, em detrimento da especulação imobiliária nos valiosos terrenos ora libertados. Com esta operação, Portugal ficaria assim com uma única refinaria, em Sines. Mas agora, a partir de 2026, nem esse recurso estratégico iremos dominar. A presidente da Galp, Paula Amorim, celebrou um acordo com a Moeve, entregando o controlo de Sines à empresa espanhola. De privado em privado, até à alienação a estrangeiros, Portugal perde assim de golpada um sector tão estratégico como o da energia.
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De privado em privado, até à alienação a estrangeiros, Portugal perde assim de golpada um sector tão estratégico como o da energia.
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