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Paulo de Morais

Paulo de Morais

Professor universitário

Caros e inúteis

11 de janeiro de 2026 às 00:30

Absolutamente inúteis. Assim são vários órgãos desta República. É, por exemplo, o caso do Conselho de Estado, órgão que supostamente aconselha o Presidente. Nele têm assento altas figuras do Estado, personalidades e até lobistas como Lobo Xavier. Mas como o PR não necessita de recomendações formais, este Conselho é assim apenas uma espécie de corte de bajulação mútua. Supérfluo é também o Conselho Económico e Social. Funciona como uma câmara corporativa onde se instalam interesses de patrões, sindicatos, sector social e associações de vário tipo, em detrimento dos interesses do Povo. Outro exemplo é o Tribunal Constitucional que, com juízes nomeados pelos partidos, não é, de facto, independente e representa a subjugação do poder judicial ao legislativo. A sua missão principal – avaliar da Constitucionalidade das Leis – deveria caber ao Supremo. Estes órgãos do Estado que só servem para complicar e garantir regalias diversas aos seus membros, devem ser eliminados.

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