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Paulo de Morais

Paulo de Morais

Professor universitário

Falsas baixas psiquiátricas

01 de março de 2026 às 00:30

As chamadas baixas psiquiátricas estão a crescer de forma desregrada. As consequências são a degradação dos serviços e custos financeiros incalculáveis para o Estado. A saúde mental é hoje uma das principais causas de absentismo. É certo que há casos reais de doença, mas também muitos trabalhadores que apresentam atestados - por “patologia depressiva e exaustão” - não estão doentes. Estão apenas cansados, descontentes com a chefia ou com as funções. Assim, alegam doenças do foro psíquico e vão para casa descansar ou só evitar situações desagradáveis. Os que recorrem a esta prática nada séria desculpam-se com a gestão errada de recursos humanos ou falta de liderança dos dirigentes. E há consequências! Degradam-se os serviços por falta de pessoal e o Estado tem graves prejuízos, em subsídios e medicamentos. O recurso fraudulento a baixas psiquiátricas é um desrespeito por parte dos próprios e dos médicos que o atestam. E uma afronta àqueles que estão verdadeiramente doentes.

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