As obras públicas portuguesas padecem, por regra, de dois pecados mortais: dilações nos prazos e custos não previstos, devidos a trabalhos a mais nas empreitadas. Estes têm origem na falta de zelo, incompetência, ou mesmo dolo, na elaboração de cadernos de encargos. Os empreiteiros que ganham os concursos aproveitam as falhas e, no decurso das obras, facturam novos trabalhos que inflacionam o valor final. Por vezes, há esquemas de cumplicidade entre empreiteiros e poderes públicos, com os trabalhos complementares a serem planeados a priori. Assim, as empresas ganham concursos com propostas de valor baixo, sabendo de antemão que irão facturar muitos trabalhos a mais. Estas práticas ilícitas configuram alterações, a posteriori, das condições dos concursos. Permitem esquemas que vão da grande corrupção na construção dos estádios do Euro à corruptela em obras de conservação duma escola pública.
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