O Estado parece ter dois pesos e duas medidas quando se fala em abrir os cordões à bolsa. Se, por um lado, estava disposto a gastar 20 mil euros para ter canais desportivos, por outro parece acreditar que a Justiça pode esperar. É isso que transparece no caso BES, onde pretende que dois advogados oficiosos apenas recebam após o trânsito em julgado do processo. A correr bem, isso poderá demorar dez anos. O julgamento de 1ª instância ainda decorre e, depois dele, teremos muitos recursos.
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