O meu irmão Raul foi um dos mais virtuosos navegadores dos últimos oito quilómetros do rio Minho, tanto como um excelente herdeiro da ciência praticada durante uma vida inteira pelo nosso avô, administrador de quintas do Douro – é economista e tem pesadelos com “as tarifas”. Dada a nossa diferença de idades, ele ainda tem a ilusão de estar “no activo” e, portanto, preocupa-se com o trânsito de mercadorias de um continente para outro e com o destino da Europa e da moeda única. É o seu destino. Como economista tem de cumprir a via-sacra e passar metade do tempo a fazer previsões, com a outra metade ocupada em explicar-nos, aos leigos, por que estranha razão as coisas não ocorreram como previsto. Isto consome-o e não o deixa perceber a razão porque a Primavera está mais fria do que o costume ou porque a Páscoa ocorre mais tarde este ano.
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A minha sobrinha Maria Luísa, a eleitora esquerdista da família, é uma das aristocratas do lugar.
"Às vezes pede para mudar de canal, mas é o mesmo em todos”
Estávamos, todos, a precisar daquela beleza num país zangado consigo mesmo.
Não gostava do Generalíssimo como não gostava do dr. Salazar, o que várias vezes se apresentou ser um problema para a família
A olhar o nevoeiro entre as agulhas dos pinhais.
A mesma Pátria chorosa volta a não ler o escritor tão amado que durante dois dias foi o mais folheado dos seres humanos
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