Nos seus aparentes momentos de desânimo, o velho Doutor Homem, meu pai, lamentava-se por ser conservador num país que sofria de uma genuína paixão pelo progresso em todas as frentes, da arquitectura à cozinha regional, com resultados desastrosos em ambos os casos. Paciente e pouco optimista, não pôde conferir futuros desmoronamentos, mas até ele estava ciente de que havia na sua índole de céptico um certo exagero, uma questão de estilo, um modo de ser. Sobrevivendo ao 25 de Abril por largos meses, ele acreditava que o destino da humanidade não era o de viver em democracia ou em paz perpétua (sim, tinha lido um resumo de Kant), mas o de ir sobrevivendo às promessas de felicidade terrena, que geralmente terminam mal ou são corrigidas de má-vontade para não findarem em catástrofe.
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Nestes tempos em que o assunto das televisões é a geopolítica, a presença do Tio Albano seria bem vinda.
A loiça mantém-se, mas o tom cerimonioso desapareceu.
Contra todas as evidências, o mundo continua a interessar-me.
Tanto produzia catástrofes como pantomineiros.
A lareira só se acende nas vésperas do Natal.
Com um humor finíssimo e sem amargura.
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