Como marcianos sentados diante da televisão, e com os três jornais desportivos rendidos à mais vandalizada e desmazelada das modalidades, o futebol, achamos que as medalhas olímpicas se fazem apenas com recurso a experiências individuais de superação e treino (Pimenta, Pichardo, Obikwelo, Mamona, Naide, Telma, Nelson, até Carlos Lopes, Fernanda e Rosa). Superação e treino, e também sofrimento, abnegação e elegância - são fundamentais. Mas sem educação física a sério no 1.º e 2.º ciclos, sem desporto antes e durante a universidade, sem horários para atletas, sem ambiente e espírito competitivo, bem podem pedir medalhas de cortiça. Uma alfabetização para o desporto, se quiserem. Com espírito adequado e uma escola de formação de caráter. Sem a paranoia deprimente de sermos "os melhores do mundo", mas convencidos de que estas coisas levam bastante tempo e é preciso, sempre, premiar os melhores.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt
Somos dos países mais seguros. Porquê? Porque somos dos mais subdesenvolvidos.
As superpotências estão mais frágeis e os conflitos mais imprevisíveis.
Todos estão insatisfeitos, preocupados, escandalizados ou em torpor profundo.
Na literatura, por exemplo, é muito raro encontrar novos autores que não estejam marcados pelo ferrete da vitimização e da queixinha.
Retratista único, Goya é um dos génios de Espanha e da Europa.
Trump, afinal, pode ser contrariado. O seu poder tem limites.
O Correio da Manhã para quem quer MAIS
Sem
Limites
Sem
POP-UPS
Ofertas e
Descontos