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Francisco José Viegas

Francisco José Viegas

Escritor

Blog

20 de maio de 2026 às 00:30

Muitos destes poemas de José Alberto Oliveira (1952-2023) são heranças de clássicos (gregos, latinos, chineses), tanto como de rastos da “cultura popular” (jazz, cinema, rock) – e da noite: “a noite que, por uma vez/ se furta a um adjetivo”. Furtar-se a um adjetivo inexato é um dos trabalhos de quase toda a sua poesia, celebrando instantes de beleza fugaz num mundo desagradável e sem sentido. Nesse mundo, evocar os versos de Horácio é uma coisa bela e surpreendente: “Paciência é o apelido/ do deus sem lágrimas.” Depois dos grandes poetas que vêm dos anos de fogo da minha vida (António Franco Alexandre, Joaquim Manuel Magalhães, Gil de Carvalho, João Miguel Fernandes Jorge, Helder Moura Pereira) e dos da geração seguinte (ou mesmo da anterior, como Ruy Belo), a poesia de José Alberto Oliveira é das que ainda mais me comove. A sua ‘Obra Reunida’ (Assírio & Alvim, prefácio de Manuel de Freitas) é uma preciosidade. Não serve para as ‘redes sociais’; fala de um mundo inacabado. De cada vez que a leio recomeça o mistério.

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