Fui verificar na imprensa tupiniquim. Da ‘Veja’ ao ‘Globo’ passando pelo ‘Estadão’ (porquê, Estadão’?) e pelo desportivo ‘Lance’ ou pelos tolinhos do site UOL, Luís Castro, treinador do Grémio de Porto Alegre “fez uma fala com conotação racista”, “usou expressão de conotação racista”ou “usou a expressão racista”, enfim, é racista, e aí parei. O que disse o discreto Luís Castro depois de uma derrota da sua equipa? Que “foi um dia negro”. Já vi um escritor repreendido por ter usado a palavra ‘clarificar’ durante um debate, o que prova que analfabetismo não é ‘disfunção e faz mesmo parte da estupidez. O pobre Castro foi apanhado, ainda por cima, por ser ‘tuga’ – e lá veio pedir desculpa a meio da noite, nas redes. Este policiamento e devastação da linguagem, no Brasil, reveste-se de características absurdas e até fisiológicas, na medida em que tem afetado a homeostase do cérebro de parte de intelectuais, jornalistas e fiscais da língua. Como diria Chico Buarque, “a coisa aqui está preta” – no cérebro brasileiro.
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