page view
Francisco José Viegas

Francisco José Viegas

Escritor

Blog

17 de junho de 2026 às 00:30

No domingo passado ainda não tinha regressado a David Hockney (1937-2026), que morrera há três dias, mas um amigo apontou para um cartaz que decorava um pavilhão da Feira do Livro: “Parece uma piscina de Hockney.” E parecia. Aquele azul intenso, o brilho desconhecido que a realidade não consegue copiar. Num mundo poluído pela “arte contemporânea”, pela arquitetura de caixotes de betão, pela literatura arrogante de hoje e pela linguagem conformista que parece gerada por máquinas, a pintura de Hockney é uma explosão de beleza, com as suas varandas azuis, árvores inimitáveis, caminhos rurais pintados de vermelho, uma tão grande variedade de árvores, evocações de Van Gogh, invernos suaves, frutos coloridos, roupa tão excêntrica como a dele próprio. Hockney nunca se rendeu à “arte decorativa” muito querida das fundações e das burguesias ricas que gostam de paralelepípedos de cimento, lixo decomposto e candeeiros de plástico. Havia na pintura de Hockney um suplemento de beleza inimitável e humilde, interminável.

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

Logo CM

Newsletter - Bom Dia

As suas notícias acompanhadas ao detalhe.

Blog

E a pergunta devia inquietar-nos: por que não nos desenvolvemos mais?

Blog

Quanto à mudança de regime, para mal dos iranianos, ainda não foi desta.

Blog

Não há melhor teste à qualidade de um restaurante de bairro do que o do bitoque.

Blog

Apesar dos discursos de ódio, os brandos costumes ainda se aplicam às redes sociais.

Blog

Finalmente, desistir do plano e, mesmo assim, considerar que de quatro em quatro anos vale a pena pensar que vai ser uma festa.

Blog

Redes sociais, inimigas da democracia: a mentira e a provocação são o seu negócio.

O Correio da Manhã para quem quer MAIS

Icon sem limites

Sem
Limites

Icon Sem pop ups

Sem
POP-UPS

icon ofertas e descontos

Ofertas e
Descontos

Mais Lidas

Ouça a Correio da Manhã Rádio nas frequências - Lisboa 90.4 // Porto 94.8