Ninguém mencionou o direito internacional mas, em fevereiro de 1989, dez anos depois de ter subido ao poder apaparicado pelo Ocidente, Khomeini emitiu uma ‘fatwa’ condenando Salman Rushdie à morte por ter escrito ‘Os Versículos Satânicos’. Vários tradutores do livro foram mortos ou feridos, e Rushdie viveu na clandestinidade por 11 anos. Khomeini morreu quatro meses depois da ‘fatwa’, que foi renovada por Khamenei em 2005 e 2017 (a recompensa foi aumentada em 2016 para 3 milhões de euros, a pagar pelo estado iraniano). Khamenei declarou então que “a seta vai a caminho do seu alvo”. Deus não dorme. Ninguém mencionou o direito internacional, nem quando o Hezbollah iniciou lançou a sua caçada particular. Quanto a Rushdie, viveu 10 anos na clandestinidade e sofreu um atentado em 2022 – ficou cego. Muitos ocidentais, ontem e hoje, colocaram-se ao lado dos assassinos. Lendo os obituários fofinhos de Khamenei, escritos por tolinhos e ignorantes, lembro que a perseguição a Rushdie deve ser contabilizada neste conflito.
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