O presidente Marcelo, que hoje abandona Belém, prometeu não escrever um livro de memórias. Não é uma boa decisão, porque a Presidência não é um palco que se monta e abandona – é, em si mesma, um lugar solene que não pode ser desvalorizado. Atribuo o anúncio, soprado aqui e ali, a uma espécie de mágoa passageira ou a certa melancolia depois deste mandato. Seria bom ter esse livro, mais do que uma grande entrevista, um documentário, artigos na imprensa, ou um exílio prateado na Califórnia. Marcelo é um presidente especial, herdeiro de dois séculos de poder que atravessam o constitucionalismo, a República, o Estado Novo e este regime de que, para todos os efeitos, é uma das figuras marcantes. Um dia escrevi que Marcelo Rebelo de Sousa era um homem amável talhado para a heteronimia e para a simulação; num político não é uma desvantagem, mas Marcelo não pode acrescentar-lhe a mágoa. Um presidente não perde o título. Será sempre tratado por “senhor Presidente”. Essa é uma das razões por que nos deve as suas memórias.
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Um dia escrevi que Marcelo Rebelo de Sousa era um homem amável talhado para a heteronimia e para a simulação; num político não é uma desvantagem, mas Marcelo não pode acrescentar-lhe a mágoa.
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