Se alguma vez me ocorresse pensar em ser do Benfica (que Deus me guarde), teria sido por causa das falinhas do Mário Zambujal – e para poder ir com ele à bola. O Mário foi de um época em que havia redações estapafúrdias, sofisticadas, malandras e onde se sabia escrever. Ele sabia escrever e sabia falar. Falinhas mansas, o malandro, o patife, o maroto que há de sentar-se à direita do Criador e convencê-lo de que sabe os números do euromilhões. Detesto a palavra “ternura”, tão usada – mas ele era essa palavra. Quando os meus filhos começavam a desertar dos livros, mandava-os ler a ‘Crónica dos Bons Malandros’, claro (e ‘O Que Diz Molero’, de Dinis Machado). Tinha aquela coisa maravilhosa, alentejana, de um copinho de vinho, uma côdea, uma tirinha de queijo, não sei se me faço entender, enquanto nos fazia rir ou nos comovia com uma história. A sua leveza era beleza – mas impura, inteligente e mariola. Era um dos tipos mais generosos que conheci, com quem ninguém podia zangar-se. Sabia-a toda, este homem querido.
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O Mário Zambujal foi de uma época em que havia redações estapafúrdias, sofisticadas, malandras e onde se sabia escrever.
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