O que sei de Averróis (1126-1198), um dos mestres da cultura islâmica nascido em Córdoba e que viveu de um lado e outro do Mediterrâneo (entre almorávidas e almóadas), devo-o ao meu professor de filosofia medieval, ao mostrar-me como o mundo grego passou para o ocidente cristão pelas mãos dos muçulmanos. Averróis foi um dos grandes comentadores de Aristóteles e um estudioso de Platão (ajudaram-no a montar a sua filosofia política ao lado do Corão); depois, ocupou-se de medicina (área em que se distinguiu), astronomia, física ou matemática, e quase todos os ramos do saber. Mas o mais fascinante, hoje (900 anos do seu nascimento), é verificar como o conhecimento, o debate, a troca de argumentos e a busca do saber, eram tão voluptuosos nesse século XII. O contemporâneo Maimónides, judeu, festejava a sua obra; São Tomás de Aquino não poderia opor-se-lhe se não o conhecesse tão bem. No século XIII os bispos franceses tiveram de pô-lo na lista negra para não desencaminhar mais almas. 900 anos e ainda não o percebemos.
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