Carlos Anjos
Presidente da Comissão de Proteção de Vítimas de CrimesAos 39 anos, morreu Bruno Silva. Dito assim, parece que falamos apenas da morte de mais um jovem. Mas se dissermos que Bruno, também é conhecido como ‘Siga’ ou ‘Rei da Pasteleira’, o caso muda de figura. O Bruno foi precoce. Iniciou-se muito cedo no crime, ficando conhecido aos 11 anos quando furtou um carro da PSP. Mais tarde, viria a furtar um autocarro, e disse ao CM que o seu sonho era roubar um avião. Entre os 11 e os 16 anos, entrou e saiu a grande velocidade dos centros educativos. Saía mais rápido do que entrava, já que ‘prisões’ sem guardas não o paravam. Não admirou que aos 16 o sistema o mandasse para a prisão dos homens. Foi um entra e sai das prisões. O crime era a sua vida, a sua razão de existir. Nada o conseguia parar. Mal saía da cadeia cometia alguns crimes, levando-o de novo à casa de partida: a cadeia. Teve mulheres, amores e desamores, de onde nasceu um filho, hoje com 10 anos. Que tenha melhor sorte que o pai. Mas o Bruno cometeu um erro: apaixonou-se pela droga. Tinha saído da cadeia há 4 meses e a droga, aparentemente, matou-o. Bruno passou mais de metade dos seus 39 anos preso. Nada de positivo deu à vida. Fica a pergunta: será que valeu a pena ter vindo ao mundo?
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Tendência de agravamento contínuo desde o período pós-confinamento.
Só havia uma medida de coação que o podia parar: a prisão preventiva.
Nesta área não há milagres. Podemos mesmo nunca saber qual a causa da morte.
Maioria dos crimes violentos ligados ao tráfico de drogas.
Margem de recrutamento diminuiu devido aos baixos salários.
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