No deambular pelo ciclo do calendário que o final do mês de abril proporcionou, o recente “apagão” que todos vivemos, deixou um inesperado tempo livre. Um tempo à mercê de uma qualquer reflexão. Deu até motivo para recuperar alguns títulos de livros, que nos focam na complexidade do presente mundo geopolítico. O general Loureiro dos Santos, em 2009, relembrava: “As guerras que já aí estão e as que nos esperam - se os políticos não mudarem”. Na verdade, alguns políticos mudaram, outros mantiveram-se, mas as guerras permanecem e outras espreitam o seu momento. Basta olhar para a Índia e o Paquistão, e várias outras, que vão atalhando o seu caminho. Também Moisés Naím escrevia em 2014 sobre “O Fim do Poder”, dizendo que o poder já não é o que era; desde os campos de batalha, às administrações, aos Estados e às Igrejas. Até pode ser assim, mas não deixei de refletir nas enfáticas lideranças das principais potências globais de hoje. E, por fim, dei por mim a reler o pessimismo estruturado em “Waste Land” - o mundo em permanente crise” de Robert D. Kaplan (2025). Resignado, e no regresso à normalidade, voltei a “ligar-me ao mundo”.
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