“Esta não é a nossa guerra”! Dito desta forma ou de outras, com maior ou menor alcance político, China, Japão, França, Alemanha, Reino Unido, enfim a Europa e outros, disseram todos eles o mesmo. Na verdade a guerra do Médio Oriente tem bem desenhada as partes em confronto. Cedo a República Islâmica do Irão ditou os seus inimigos de morte e ateou fogo à paz regional. Desde 1979 que este importante e poderoso país da região procurou o caminho da expansão da sua revolução islâmica, da sua ideologia e do seu poderio militar. Ao longo de décadas transformou-se num perturbador regional ao ritmo das sanções internacionais, apoiado “aqui e acolá” pela Rússia e China. O nuclear foi sempre o seu segredo. Tudo foi caminho aberto para armas, repressão interna, tráfico, corrupção e apoio ilimitado à sua complexa rede de aliados e mandatários. Como refere Clément Therme, o Irão foi-se transformando pelo seu isolamento global e dependências estratégicas num Estado “zombie”. A guerra em curso faz-nos perceber que estamos perante um confronto decisivo por uma nova ordem regional. Pode não ser esta “a nossa guerra”, mas a paz e a segurança mundial são certamente do interesse de todos.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt
O Irão foi-se transformando pelo seu isolamento global e dependências estratégicas num Estado “zombie”.
O respeito pelo Direito Internacional é ir ao encontro da segurança.
O Irão projetou no seu ideal geopolítico a destruição pura e simples do Estado de Israel.
Tudo parece em transição, em especial a ordem internacional.
A Rússia tem de ser confrontada política e diplomaticamente pela Europa.
A resolução da guerra na Europa tem marcado passo.
O Correio da Manhã para quem quer MAIS
Sem
Limites
Sem
POP-UPS
Ofertas e
Descontos