Esta semana a 80.ª sessão da Assembleia Geral da ONU dominou o espaço mediático. O tema da Palestina destacou-se de todos os outros. Alguns Estados Ocidentais, liderados pelas antigas potências colonizadoras da região, assumiram o reconhecimento do Estado da Palestina. No Médio Oriente todos lutam pela sua legitimidade. Sem tempo e sem tréguas. A Ucrânia pela voz intransigente do Presidente Zelensky relatou as suas mágoas, esperanças, determinação e indiferenças. Até desta mesma ONU. O Presidente dos EUA falou de tudo e de todos. Ninguém pareceu gostar do género e do conteúdo, mas a reverência dominou. O dito Sul Global esse vai glorificando a ONU como espaço único de convergência para a paz e o multilateralismo. Desde que se contrariem os interesses do Ocidente, em especial dos EUA! A África está ausente do palco principal. A guerra no Sudão e a catástrofe humanitária que transporta não é tema. Não tem caravanas, nem flotilhas, nem bandeiras. A ONU serve e não serve. Mas não há alternativas, só dilemas. Tudo depende dos poderes geopolíticos existentes no sistema internacional. Hoje como ontem. Na verdade, como observa Robert D. Kaplan, “o mundo está em permanente crise”.
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O modelo da Rússia expansionista e da Europa não são compagináveis.
O poder nunca tem tempo e está sempre à esquina de um 'like'.
Os desenvolvimentos da guerra na Ucrânia, podem estenderem-se a outros Estados vizinhos? Sim.
A União Europeia pelo projeto geopolítico que personifica é um alvo a atingir, não só pela Rússia, como pelos EUA.
A geopolítica também tem os seus momentos de Black Friday.
A derrota e a humilhação da Ucrânia, a acontecer, acarretam um perigo sem precedentes para a segurança da Europa.
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